* Amigos da rosita *

22 de dezembro de 2011

Quanto cobrar pelos meus artesanatos?

Uma ótima dica tirada do portal do artesanato. 
Beijos
* ROSITA *



Essas perguntas chegam a atormentar muitos artesãos: Será que estou cobrando caro demais e, portanto, deixando de vender? Ou estou cobrando barato e lucrando pouco? Definitivamente não é fácil chegar ao preço de venda de um artesanato, existem várias estratégias e nem todas se aplicam para todos os negócios. 



Minha intenção nestes artigos é falar sobre estratégias de formação de preços e formar uma base teórica para que você possa escolher um caminho que seja legal para o seu negócio. Assim, nesta primeira parte vou definir alguns conceitos que são fundamentais para entendermos como formar o preço do produto.







































O preço ideal de um produto é o tão sonhado valor de equilíbrio, que podemos dizer ser o preço em que a oferta se iguala a demanda. Então vamos entender melhor o que é oferta e demanda para prosseguir. Oferta é a capacidade que o produtor tem de ofertar (produzir) e comercializar determinado produto em um dado intervalo de tempo. Por exemplo: um artesão consegue produzir 15 caixas de MDF craqueladas em um mês. Portanto, é a oferta deste artesão. Se a oferta de um produto sobe, seu preço de vendatende a cair. De forma análoga, se a oferta diminui, o preço de venda tende a subir. Do outro lado temos a demanda que, nada mais é do que a quantidade que o mercado está disposto a demandar (comprar) um determinado produto num dado intervalo de tempo. Para se ter ideia, em Curitiba são compradas 15 caixas de MDF craqueladas por mês. Se existe muita demanda por um produto, seu preço tende a subir, mas se há pouca demanda, seu preço certamente vai descer.









"Se você consegue fazer o seu cliente entender os valores que estão agregados ao artesanato que você está vendendo, você conseguirá cobrar mais por este produto."








Você concordam comigo que variar o preço irá variar as quantidades ofertadas e demandas? Reflita: se um produto custa R$ 15 e no mês seguinte passa a custar R$ 10, a chance de ele vender mais é considerável, não é? Da mesma forma se um produto é vendido por R$ 15 e passa a ser comercializado por R$ 30 no mês seguinte, há uma boa chance de o artesão tentar produzir mais trabalhos como esse, por considerar que seu lucro irá aumentar, correto?


Então existe um preço que se define como preço de equilíbrio que irá igualar a quantidade que os artesãos produzirão daquele bem e a quantidade que os consumidores estão dispostos a comprar deste mesmo item. Como o mercado é dinâmico e muda o tempo todo, este preço de equilíbrio é algo que na verdade não existe, mas serve de norte para quem trabalha com formação de preço.Constantemente ouço artesãos falando algo como: “estou com encomenda até a tampa e o dinheiro não sobra”. Se um dia você se deparar com esta situação, provavelmente está com problemas naprecificação, já que se aumentar o preço de seus produtos você irá perder um pouco de pedidos, mas em compensação irá lucrar mais com cada encomenda entregue.


Existe uma forma de se medir esta variação de preços, chama-se elasticidade da demanda. O nome assusta um pouco, mas é fácil de entender. Pensem comigo. Se você aumentar o preço de venda de seu produto em 10% e a quantidade de pedidos diminuir 5%, você terá mais lucro, correto? Chamamos isso de elasticidade positiva, pois beneficia o produtor. Se você aumentar os mesmos 10% no preço de venda e seus pedidos caírem 15% você terá prejuízo e chamamos isso de elasticidade negativa, pois prejudica o produtor. Por fim, se você diminuir 10% no preço de venda e perder 10% de pedidos chamamos este fenômeno de elasticidade nula ou inelástica. Entender a elasticidade é importante para variar os preços e não ter surpresas desagradáveis no futuro.


Preço x Valor







































Outra coisa que precisamos ter bem clara em nossas mentes antes começar a pensar em preço é a diferença entre preço e valor. Preço é o quanto você paga por um produto, já o Valor é o que você leva do produto. Vou exemplificar e tenho certeza que a diferença ficará bem simples para você. Um copo de água gelada custa R$ 1, este é seu preço, exatamente o quanto você irá desembolsar para ter um copo de água gelada. Agora, onde esta água de R$ 1 terá mais valor para quem a compra, no pólo norte ou no deserto do Saara? Preço é determinado pelo vendedor, já o valor é determinado por quem o compra. Claro que podemos fazer muitas coisas para que o cliente perceba o valor, mas nem sempre isso será possível, pois as pessoas valorizam coisas diferentes, valor não é universal. Eu que sou do Sul dou muito mais valor a uma boa blusa do que um morador do norte ou do nordeste.


Se você consegue fazer o seu cliente entender os valores que estão agregados ao produto que você está vendendo, você conseguirá cobrar mais por este produto. Então vender o produto certo, para a pessoa certa, é fundamentar para valorizar seu produto. Só quem realmente deseja seu produto, somente quem sabe o que significa seu trabalho pagará um preço justo e rentável por ele, não tenha dúvida. Então o bom vendedor é oportuno e sabe identificar seu público alvo.


Valor é determinado pela utilidade, embalagem, propaganda, disponibilidade, visibilidade, serviços agregados e assim por diante. Itens bem subjetivos.


Bem, sei que esta primeira parte para formação de preços é bastante complicada, cheia de conceitos que não são do cotidiano de todos, portanto, não vou me estender muito. Leiam com bastante atenção este artigo e façam suas perguntas. Preciso que estes conceitos estejam bem claros em suas mentes para podermos prosseguir.


No próximo artigo conversaremos um pouco sobre a diferença entre custo e despesa, fixo e variável, margem de contribuição e margem de lucro.


Um Grande Abraço e um ótimo Natal para todos! 
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